3 de junho de 2026
Foto: Reprodução

Atuação da governadora durante crise climática fortalece imagem de gestão, enquanto desgaste sobre infraestrutura e enchentes amplia pressão sobre grupo político do PSB no Recife

Existe uma diferença fundamental entre falar que fez e mostrar que fez. Essa distinção, aparentemente simples, está no centro da mudança de humor do eleitorado pernambucano captada pela pesquisa DataTrends de maio de 2026. Raquel Lyra (PSD) não apenas agiu durante a crise das enchentes, ela documentou cada ação, cada reunião ministerial, cada decisão tomada no Palácio do Campo das Princesas. O registro virou prova. E a prova, em tempo de desconfiança generalizada na política, vale mais do que discurso.

Enquanto isso, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB) tentou capitalizar a tragédia das chuvas para construir uma imagem de estadista que ele ainda não tem, e que dificilmente conquistará por decreto. O movimento gerou uma reação nas redes sociais que nenhum marqueteiro consegue controlar: os pernambucanos lembraram que o Recife, sob gestão do PSB por mais de uma década, foi exatamente a cidade que mais sofreu com a falta de drenagem, com vias inundadas e com bairros que viraram ilhas. Victor Marques (PCdoB), atual prefeito e ex-vice de Campos, ficou ainda mais encurralado: sem o espaço que Campos ocupou, sua visibilidade se limitou às redes digitais enquanto respondia questionamentos sobre onde foram os investimentos em infraestrutura urbana da prefeitura.

A soma de todos esses fatores está impressa nos dados: a vantagem de João Campos foi cortada pela metade em dois meses. De 13 pontos para 6 pontos no cenário estimulado. De favoritismo confortável para empate técnico. A aprovação de 56% da gestão Raquel Lyra é o termômetro mais honesto do momento político de Pernambuco.

A pesquisa DataTrends, divulgada em maio de 2026, utilizou metodologia quantitativa com aplicação de cenário estimulado, com apresentação de nomes, e cenário espontâneo, sem lista de candidatos, registrando João Campos com 19% e Raquel Lyra com 18% neste último, configurando empate técnico e evidenciando que a corrida pelo Palácio das Princesas em 2026 está mais aberta e favorável à governadora do que jamais se imaginou.