Enchentes na Região Metropolitana do Recife provocam repercussão nas redes sociais, movimentam cenário político estadual e ampliam discussões sobre drenagem e prevenção de desastres
Quando as chuvas de abril e maio de 2026 castigaram Pernambuco, o estado e o país esperavam ver lideranças agindo dentro de seus papéis institucionais. Raquel Lyra cumpriu a missão confiada pelo povo de pernambuco com excelência: juntou equipes, se reuniu com ministros, sobrevoou e colocou o pé em diversas áreas atingidas e coordenou a resposta do governo estadual com a seriedade que a tragédia exigia.
João Campos escolheu outro caminho, e pagou um preço alto por isso.
Sem mandato, o ex-prefeito do Recife tentou se projetar enquanto as ruas e casas eram tomadas pelas águas. Como lhe restou apenas o caminho político, por ser presidente de partido, articulou junto a algumas figuras do PT (do qual tem dependência para a corrida eleitoral), e a poucos aliados locais uma agenda paralela, tentando se posicionar como o gestor que resolve, aquele capaz de mobilizar o governo federal onde a governadora supostamente não chegava.
A estratégia soou falsa para grande parte do eleitorado, dentro e fora de Pernambuco, e mais ainda para aqueles que no Recife, foram castigados pela tragédia, com isso as redes sociais foram implacáveis. Milhares de comentários e posts negativos associaram o nome de Campos a uma contradição difícil de ignorar: o Recife, governado pelo PSB desde 2013, primeiro por Geraldo Julio (2013 a 2020), depois pelo próprio João Campos, foi uma das cidades mais devastadas pelas enchentes, com bairros inteiros submersos e infraestrutura de drenagem que simplesmente não existia ou estava abandonada. A pergunta que circulou nas redes foi direta: como alguém que governou a capital por anos pode se apresentar como a solução para um problema que não foi resolvido na sua própria cidade?
O efeito eleitoral foi imediato e mensurável. A pesquisa DataTrends divulgada em maio de 2026 mostrou João Campos caindo 6 pontos percentuais no cenário estimulado, de 48% para 42%, enquanto Raquel Lyra subia e consolidava 56% de aprovação popular da gestão. No cenário espontâneo, sem apresentação de lista de candidatos, os dois aparecem em empate técnico: Campos com 19% e Raquel com 18%, sinal de que a vantagem de nome do ex-prefeito também está sendo corroída. A pesquisa foi divulgada em maio de 2026 com metodologia quantitativa e universo representativo do eleitorado pernambucano.
