3 de junho de 2026
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Enquanto Flávio Bolsonaro elogiou decisão do governo Lula de revogar cobrança sobre importações, deputado Abimael Santos criticou possíveis aumentos em taxas sobre matérias-primas usadas pela indústria têxtil do Agreste

A decisão do presidente Lula de revogar a chamada “taxa das blusinhas” gerou reações diferentes entre representantes ligados ao campo bolsonarista. Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elogiou a medida adotada pelo Governo Federal, o deputado estadual pernambucano Abimael Santos demonstrou preocupação com outras decisões econômicas relacionadas ao setor têxtil, que podem impactar diretamente o Polo de Confecções do Agreste.

Em entrevista à coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Flávio Bolsonaro afirmou que ficou satisfeito com a revogação da taxa sobre importações e destacou que também defendia a medida. “Fico feliz que ele tenha feito a revogação da taxa das blusinhas, como eu anunciei que faria a partir do meu governo”, declarou o senador e pré-candidato à Presidência da República.

Apesar do elogio, Flávio avaliou que apenas a revogação da cobrança não seria suficiente para fortalecer a indústria nacional. Segundo ele, o governo federal também deveria avançar em pautas como redução da carga tributária e diminuição da burocracia enfrentada pelos produtores brasileiros.

Já em Pernambuco, o deputado estadual Abimael Santos criticou possíveis medidas envolvendo o aumento da taxa de importação do poliéster e da poliamida, matérias-primas utilizadas na produção de roupas no Polo de Confecções do Agreste.

De acordo com o parlamentar, o encarecimento desses insumos pode gerar impactos diretos nas indústrias e confecções da região, atingindo principalmente pequenos e médios empreendedores. “Quando o custo da matéria-prima sobe, toda a cadeia produtiva sofre as consequências”, afirmou.

Abimael também alertou para os reflexos econômicos em cidades como Toritama, Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, reconhecidas nacionalmente pela força da indústria de confecções. Segundo ele, o aumento dos custos pode acabar sendo repassado ao consumidor final, reduzindo a competitividade do setor e afetando o volume de vendas no comércio regional.